Chuva não foi empecilho para os professores.
A adesão a paralisação organizada pela APP-Sindicato no Paraná supera, de acordo com a direção da entidade, 90% das escolas da rede. Além de parar as escolas, os educadores saíram às ruas e nem o dia chuvoso assustou. De acordo com estimativas da Secretaria de Trânsito de Curitiba (Setran), cerca de sete mil pessoas participam da marcha em defesa da educação pública e da carreira dos educadores.
No início da tarde, houve uma reunião entre sindicato e governo. Na oportunidade, a entidade reafirmou a pauta central da mobilização nacional chamada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) - Lei do Piso e 10% do PIB para a Educação - e mais o reajuste de 14,13% para funcionários de escolas, além de melhorias no sistema de atendimento à saúde dos educadores. De acordo com os particpantes da adesão em Paranaguá foram um grande comboio da cidade até a capital do estado a fim de fazerem parte da paralisação.
ALGUNS DEPOIMENTOS DOS PROFESSORES.
“Quando ninguém reclama, todos acham que o salário dos professores está bom. Temos de mostrar que estamos insatisfeitos, brigar por nossos direitos. O retorno que temos com nossas crianças é maravilhoso. É maravilhoso ver que alunos nossos cresceram e se tornaram governadores, advogados, jornalistas. Mas temos contas a pagar!”
Giselia Deraldo dos Santos, 47 anos, professora da Educação Infantil.
“O governo sempre vem com a contraproposta semi-pronta. Mas eles tem de entender a nossa realidade, sentir na pele o que é um professor, para então entenderem a questão. Não estou muito confiante com essa reunião com o Flávio Arns, porque com político, não dá para esperar nada de imediato, vamos conseguir somente com a luta!”
Jussara Bernardo Gimenez, 38 anos, professora de Arte.
“Esperamos que o governo cumpra as suas promessas. A escola tem de ser de qualidade, temos de ter salário decente e tempo para preparar as aulas. A manifestação dos professores está correndo bem, mas precisamos de mais adesão, mais força, todos temos de lutar.”
Angelina Duarte, 39 anos, professora de História do Ensino Fundamental.

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